Godzilla Minus Zero estreia oficialmente nos cinemas brasileiros em 5 de novembro de 2026, com distribuição da Sato Company, e já está em cartaz desde as pré-estreias de 3 de novembro. A continuação de Godzilla Minus One é a primeira produção japonesa filmada para IMAX e volta a ser dirigida e escrita por Takashi Yamazaki.

O filme anterior, de 2023, custou US$ 15 milhões, arrecadou US$ 113 milhões no mundo e ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais.

Quando Godzilla Minus Zero estreia no Brasil?

A estreia oficial é em 5 de novembro, exclusivamente nos cinemas. As pré-estreias foram marcadas para 3 e 4 de novembro, e desde o dia 3 o filme já está em cartaz, com ingressos à venda nos cinemas de todo o país e no site e no aplicativo do Ingresso.com.

O filme não é recomendado para menores de 16 anos e contém drogas lícitas, temas sensíveis e violência, segundo a classificação informada pela Cinemark. Para a estreia, a Sato Company também divulgou um balde de pipoca personalizado do filme.

Onde assistir Godzilla Minus One antes do novo filme?

Godzilla Minus One está no catálogo da Netflix no Brasil, inclusive no plano com anúncios. O filme também pode ser alugado por R$ 14,90 ou comprado por R$ 19,90 em HD na Apple TV, e a versão em preto e branco, Godzilla Minus One: A Preto e Branco, está na Netflix.

Godzilla Minus Zero tem trailer?

Sim. O trailer final já foi divulgado e, segundo o Omelete, "prepara o público para um novo confronto entre dois dos maiores monstros da franquia". Antes, na CinemaCon, a convenção anual da indústria de cinema em Las Vegas, Yamazaki apresentou um teaser em que Godzilla aparece frente a frente com a Estátua da Liberdade, em Nova York. Em entrevista à agência AFP, ele avisou que "o filme vai mostrar o Japão muito mais do que as pessoas imaginam" (as falas do diretor aparecem aqui em tradução livre). "Essa cena é muito importante para o personagem no filme, e é um tipo de cena muito impressionante", acrescentou sobre o teaser.

Qual é a história de Godzilla Minus Zero?

A trama se passa em 1949, dois anos depois de Godzilla Minus One, e acompanha a família Shikishima enquanto o Japão tenta se reconstruir. A ameaça do King Ghidorah, um dos inimigos de Godzilla, leva o monstro a voltar. Ryûnosuke Kamiki retoma o papel de Koichi Shikishima, o herói que enfrentou Godzilla no primeiro filme.

Desta vez, Shikishima precisa enfrentar uma "nova calamidade devastadora capaz de ameaçar o futuro de todos", e a destruição chega também a Nova York. Yamazaki contou ao site Den of Geek que é "muito apegado à família" e que queria ver o que aconteceria com ela daqui para a frente, e "como as pessoas tentariam lidar com uma situação em que uma catástrofe ainda mais feroz se abate sobre elas". Na CinemaCon, ele descreveu à AFP o ponto de partida dos Shikishima: "Eles finalmente encontraram um equilíbrio no que significa ser uma família".

Godzilla diante de colinas cobertas de vegetação sob um céu nublado.

Por que o King Ghidorah está no filme?

Por um motivo pessoal: o Ghidorah estreou nas telas em 1964, ano em que Yamazaki nasceu. "Também foi a primeira vez que um kaiju chegou [na tela] à minha cidade natal, Matsumoto", contou o diretor ao Den of Geek. O monstro foi a primeira e única escolha dele para a continuação. "Sempre esteve na minha cabeça fazer o Ghidorah aparecer se eu fizesse um segundo filme", disse Yamazaki.

Para ele, a forma como Ghidorah interage com o clima "é uma metáfora de um desastre natural". Já o Godzilla do filme aparece, nas palavras do diretor, "não como um deus completo, mas como uma presença em algum lugar entre a fera e o deus".

Quem está no elenco de Godzilla Minus Zero?

Atenção: o trecho abaixo revela um detalhe do final de Godzilla Minus One.

  • Ryûnosuke Kamiki – Koichi Shikishima

  • Minami Hamabe – Noriko Shikishima (Oishi)

  • Yuki Yamada – Shiro Mizushima

  • Munetaka Aoki – Sosaku Tachibana

  • Miō Tanaka – Tatsuo Hotta

Minami Hamabe volta como Noriko, que sobreviveu ao primeiro ataque do monstro a Tóquio no filme anterior, e Miō Tanaka também retoma seu papel de Minus One.

Quem está por trás das câmeras e o que o diretor promete?

Takashi Yamazaki assina direção e roteiro, e a produção é da Toho com a Robot Communications. O filme foi rodado com câmeras digitais de alta definição certificadas pela IMAX.

"Essa referência se tornou um novo obstáculo. Mal sabia eu que estava alimentando meu inimigo", disse Yamazaki à AFP sobre o sucesso de Minus One. Segundo ele, nem tudo o que queria coube no primeiro filme, e um de seus novos desafios é "colocar na tela imagens e visuais que ninguém nunca viu antes num filme de kaiju".

"Acho que nunca conseguimos chegar tão perto do Godzilla antes", afirmou o diretor. Ele disse que os rugidos e os passos de Godzilla vão chegar ao público de um jeito sem precedentes, graças aos avanços no som de cinema e nos efeitos visuais, e que o monstro "realmente precisa contar com certas experiências que só podemos ter dentro das salas de cinema". Para Yamazaki, o cinema é o habitat natural do monstro. "Cabe em parte a nós, cineastas, criar constantemente novas experiências e dar motivos para as pessoas quererem ir ao cinema e passar seu tempo lá", afirmou.

Godzilla emerge entre espuma e respingos atrás de um avião quadrimotor.

O que a crítica está dizendo?

No Rotten Tomatoes, o filme tinha 89% de aprovação em 92 críticas na noite de 4 de novembro; em 28 de setembro, com as primeiras 23 críticas, eram 96%. A primeira exibição para a imprensa foi em 26 de setembro, no Festival de Nova York. Amy Kim, do Next Best Picture, chamou o longa de "uma continuação gloriosa do primeiro filme, elevando seus temas e arcos de personagens a novas alturas". Jacob Fisher, do Discussing Film, o descreveu como "um blockbuster fenomenal, com espetáculo incrível e muito a dizer". O crítico Brandon Lewis falou em "uma conquista esmagadora do cinema kaiju", e Andrew J. Salazar, também do Discussing Film, escreveu que é "o tipo de blockbuster que jamais teria permissão para existir no ocidente".

Jesse Hassenger, do The Guardian, escreveu que o filme "combina lutas mortais com a grandiosidade de um filme-catástrofe". Joey Magidson, do Awards Radar, o chamou de "uma continuação maior – e muitas vezes melhor –, em quase todos os aspectos", e Aaron Neuwirth, do We Live Entertainment, o considerou "imperdível para os fãs de kaiju que querem ver ação insana em sua melhor forma". David Gonzales, do The Cinematic Reel, escreveu que é possível usar "todos os adjetivos imagináveis" para descrever o filme, "mas sua magnitude consegue superá-los".

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